Spirituals
Cantos religiosos das comunidades negras escravizadas no sul dos EUA. Chamada e resposta, melodia coletiva e a base emocional de quase tudo que veio depois.
Origem
Sul dos Estados Unidos, séculos 18 e 19. Africanos escravizados e seus descendentes pegaram os hinos protestantes que ouviam dos senhores e os refizeram com o que traziam da África: chamada e resposta, palmas, improviso coletivo. Depois da Guerra Civil, em 1871, os Fisk Jubilee Singers, coro de estudantes da Universidade Fisk, em Nashville, saíram em turnê para salvar a escola da falência e levaram esses cantos para plateias do Norte e da Europa.
Como soa
Canto coletivo, quase sempre sem instrumentos. Uma voz puxa a frase e o grupo responde. Melodias simples, fáceis de aprender de ouvido, muitas vezes em escala pentatônica, com notas arrastadas e dobradas. Nas versões de concerto, o arranjo fica formal, com harmonia a quatro vozes. As letras falam de libertação, travessia de rios e terra prometida, muitas vezes com duplo sentido.
De onde vem o nome
Vem de "spiritual song", canção espiritual, expressão tirada da Bíblia inglesa, que fala em "salmos, hinos e cânticos espirituais".
Discos essenciais
- Swing Low, Sweet Chariot Fisk University Jubilee Quartet · 1909 · faixa
- My Lord What a Mornin' Harry Belafonte · 1960
- Spirituals in Concert Kathleen Battle e Jessye Norman · 1991
Linha do tempo
- 1867Sai Slave Songs of the United States, a primeira coletânea impressa de spirituals.
- 1871Os Fisk Jubilee Singers começam suas turnês.
- 1939Barrada numa sala de concertos de Washington por ser negra, Marian Anderson canta ao ar livre no Lincoln Memorial para cerca de 75 mil pessoas.
- anos 1960Spirituals adaptados viram trilha das marchas pelos direitos civis.
O dinheiro das primeiras turnês dos Fisk Jubilee Singers pagou a construção do Jubilee Hall, prédio que até hoje está de pé no campus da universidade.
Artistas-pilar
Fisk Jubilee Singers, Paul Robeson, Marian Anderson
Família
Descendentes: Delta Blues Gospel