Delta Blues
Voz e violão acústico do delta do Mississippi. Escala de blues, slide e letras sobre perda, viagem e o diabo na encruzilhada.
Origem
Delta do Mississippi, a planície de algodão entre os rios Yazoo e Mississippi, começo do século 20. Trabalhadores negros das plantações, presos a um sistema de parceria que os mantinha endividados, tocavam em festas de sábado e bares de beira de estrada. Charley Patton, que vivia na fazenda Dockery, foi um dos primeiros grandes nomes. Os discos só vieram no fim dos anos 1920, e Robert Johnson gravou suas músicas em 1936 e 1937, no Texas.
Como soa
Uma voz e um violão, quase sempre. O slide, feito com gargalo de garrafa ou lâmina de faca, faz a corda gemer. O ritmo é livre: o cantor estica ou corta compassos quando quer. O violão é tocado de forma percussiva, batendo nas cordas graves. Comparado ao blues mais dedilhado da Costa Leste, é mais cru, repetitivo e intenso.
Discos essenciais
- Pony Blues Charley Patton · 1929 · faixa
- Devil Got My Woman Skip James · 1931 · faixa
- King of the Delta Blues Singers Robert Johnson · 1961
- Father of Folk Blues Son House · 1965
Linha do tempo
- 1929Charley Patton grava suas primeiras faixas para a Paramount.
- 1936Robert Johnson entra em estúdio pela primeira vez, em San Antonio.
- 1941Alan Lomax grava músicos do Delta para a Biblioteca do Congresso, entre eles um jovem Muddy Waters.
- 1964Son House, esquecido havia décadas, é reencontrado e volta a tocar para o público do revival folk.
Segundo a lenda, Robert Johnson vendeu a alma ao diabo numa encruzilhada em troca do talento. Uma história parecida já era contada sobre outro bluesman, Tommy Johnson, que não tinha parentesco com ele.
Artistas-pilar
Robert Johnson, Charley Patton, Son House