Post-Rock
Instrumentos de rock usados para texturas e crescendos, quase sem canção.
Origem
Reino Unido e Estados Unidos, anos 1990. O Talk Talk, com Spirit of Eden e Laughing Stock, e o Slint, de Louisville, com Spiderland, já apontavam o caminho. Em Chicago, o Tortoise misturou rock, jazz e eletrônica. Em 1997, os escoceses do Mogwai e os canadenses do Godspeed You! Black Emperor estrearam, e logo os islandeses do Sigur Rós levaram o som ao grande público.
Como soa
Guitarra, baixo e bateria, mas usados para textura, não para canções. Quase sempre instrumental. Faixas longas, que começam em silêncio e crescem até explosões de ruído, o famoso crescendo. Reverb, delay, cordas, às vezes trechos falados ou samples. Mais próximo da música de cinema e do ambient do que do rock de refrão.
De onde vem o nome
O termo é creditado ao crítico Simon Reynolds, que o usou em 1994 ao resenhar Hex, da banda inglesa Bark Psychosis.
Discos essenciais
- Spiderland Slint · 1991
- Millions Now Living Will Never Die Tortoise · 1996
- Mogwai Young Team Mogwai · 1997
- F♯ A♯ ∞ Godspeed You! Black Emperor · 1997
- Ágætis byrjun Sigur Rós · 1999
Linha do tempo
- 1988Spirit of Eden, do Talk Talk, abandona o pop por algo quase sem forma.
- 1991Spiderland, do Slint, sai sem barulho e vira referência.
- 1994Simon Reynolds batiza o gênero.
- 1997Mogwai e Godspeed You! Black Emperor estreiam em álbum.
O disco ( ), do Sigur Rós, de 2002, não tem nomes de faixas, e as letras são cantadas numa língua inventada pela banda.
Artistas-pilar
Mogwai, Godspeed You! Black Emperor, Sigur Rós