Neoclássico Moderno
Piano, cordas e eletrônica sutil em composições minimalistas.
Origem
Europa, anos 2000. Compositores com formação clássica, mas criados com pop e música eletrônica, passaram a escrever peças curtas para piano, cordas e eletrônica sutil. Max Richter, nascido na Alemanha, lançou The Blue Notebooks em 2004, o islandês Jóhann Jóhannsson já tinha feito Englabörn, e Berlim virou um polo com Nils Frahm. O selo Erased Tapes, de Londres, deu casa a boa parte da cena.
Como soa
Piano, muitas vezes gravado bem de perto, com o ruído das teclas e dos pedais à mostra. Cordas lentas, harmonias simples e repetitivas herdadas do minimalismo de Arvo Pärt e Steve Reich, drones e eletrônica discreta. Peças curtas, emotivas, sem virtuosismo. Mais acessível que a música erudita contemporânea e mais intimista que o ambient.
De onde vem o nome
"Neoclássico" e "modern classical" são rótulos de mercado, usados por lojas e plataformas. Vários dos próprios compositores não se sentem bem com eles.
Discos essenciais
- Englabörn Jóhann Jóhannsson · 2002
- The Blue Notebooks Max Richter · 2004
- Felt Nils Frahm · 2011
- Spaces Nils Frahm · 2013
Linha do tempo
- 2002Jóhann Jóhannsson lança Englabörn.
- 2004The Blue Notebooks, de Max Richter, vira referência.
- 2007Nasce o selo Erased Tapes, em Londres.
- 2015Richter lança Sleep, obra de mais de oito horas.
Felt foi gravado à noite com feltro sobre as cordas do piano, para Nils Frahm não incomodar os vizinhos. O som abafado virou a marca do disco.
Artistas-pilar
Nils Frahm, Ólafur Arnalds, Max Richter