Goa Trance
Festas nas praias de Goa: escalas orientais, 303 e psicodelia.
Origem
Goa, costa oeste da Índia, fim dos anos 1980. Hippies chegavam às praias de Anjuna desde o fim dos anos 60, e nas festas ao ar livre DJs como Goa Gil e Laurent trocaram o rock psicodélico por EBM, industrial e acid house, editados para soar mais viajantes. No começo dos anos 90, produtores britânicos como Juno Reactor, Hallucinogen (Simon Posford) e Raja Ram passaram a criar faixas pensadas para aquela pista.
Como soa
Entre 135 e 150 BPM, bumbo reto e baixo rolante. Por cima, camadas de acid da TB-303, escalas orientais, arpejos que giram em espiral e samples de filmes e mantras. As faixas são longas, cheias de efeitos que passeiam pelo estéreo. Comparado ao trance alemão, é menos épico e bem mais psicodélico.
De onde vem o nome
Vem do lugar: Goa, estado indiano que foi colônia portuguesa até 1961. A cena dos anos 90 dançava a poucos quilômetros de igrejas construídas pelos portugueses.
Discos essenciais
- Transmissions Juno Reactor · 1993
- Twisted Hallucinogen · 1995
- Dancing Galaxy Astral Projection · 1997
Linha do tempo
- fim dos anos 60Hippies começam a chegar às praias de Goa.
- fim dos anos 80Os DJs das festas trocam o rock pela música eletrônica.
- 1993Youth funda o selo Dragonfly, em Londres.
- 1994Raja Ram e Graham Wood fundam o selo TIP.
- fim dos anos 90O som fica mais digital e vira o psytrance.
Na Goa dos anos 90, o formato era a fita DAT, não o vinil: os DJs tocavam faixas exclusivas que ninguém mais tinha. E Raja Ram tocava flauta na banda psicodélica Quintessence, na virada dos anos 60 para os 70.
Artistas-pilar
Goa Gil, Juno Reactor, Hallucinogen