EBM
Electronic body music: sequências marciais e vozes gritadas para a pista.
Origem
Alemanha e Bélgica, início dos anos 1980. Em Düsseldorf, o DAF reduziu o punk a sequenciador, bateria e voz, e o Die Krupps misturou metal percutido com sintetizador. Na Bélgica, o Front 242 juntou essa crueza à disciplina do synth-pop e deu nome à coisa. Na Inglaterra, o Nitzer Ebb, de Essex, levou o som para o lado mais físico e suado da pista.
Como soa
Linhas de baixo sequenciadas, repetitivas e marciais, em torno de 120 a 130 BPM. Bateria eletrônica dura, sem enfeites. Vozes gritadas ou cantadas como ordens, quase sempre em frases curtas. Menos ruído e mais groove que o industrial, mais agressivo e menos melódico que o synth-pop. É música feita para o corpo, como o nome diz.
De onde vem o nome
"Electronic body music" foi a expressão que o Front 242 usou para descrever o próprio som na época do disco No Comment, de 1984. Há relatos de que o Kraftwerk já tinha usado algo parecido numa entrevista nos anos 70.
Discos essenciais
- Alles ist gut DAF · 1981
- No Comment Front 242 · 1984
- That Total Age Nitzer Ebb · 1987
- Front by Front Front 242 · 1988
Linha do tempo
- 1981O DAF lança Alles ist gut, com "Der Mussolini".
- 1984Front 242 lança No Comment e batiza o gênero.
- 1987That Total Age, do Nitzer Ebb, leva o EBM à Inglaterra.
- 1988"Headhunter" vira hino das pistas alternativas.
- anos 90O EBM se divide em futurepop, aggrotech e outras vertentes.
"Der Mussolini", do DAF, manda o ouvinte dançar "o Mussolini", "o Adolf Hitler" e "o Jesus Cristo". Era sátira, mas gerou polêmica na Alemanha e até hoje é mal interpretada.
Artistas-pilar
Front 242, DAF, Nitzer Ebb
Família
Raízes: Industrial Synth-Pop
Descendentes: Industrial Rock Aggrotech New Beat
Influenciou: Berlin Techno Industrial Techno Goa Trance