Soul
O fervor do gospel com letras seculares. Voz no centro, metais e sentimento acima de tudo.
Origem
Estados Unidos, segunda metade dos anos 1950. Ray Charles pegou a estrutura de um hino gospel e fez "I Got a Woman" (1954), escandalizando os religiosos. Sam Cooke deixou o grupo gospel Soul Stirrers e emplacou "You Send Me" em 1957. Nos anos 1960, a Atlantic e a Stax, de Memphis, gravaram Otis Redding, Wilson Pickett e Aretha Franklin. O soul virou a trilha sonora do movimento pelos direitos civis.
Como soa
Voz no centro, cantando como na igreja: gritos, melismas, chamada e resposta com coro ou metais. A banda é econômica: órgão, guitarra limpa, baixo firme e metais em frases curtas. O soul sulista, de Memphis e Muscle Shoals, é cru e cheio de espaço. Mais áspero e menos produzido que o pop da Motown.
De onde vem o nome
"Soul", alma, já era palavra da igreja e do jazz antes de virar rótulo comercial. Em 1969, a Billboard rebatizou sua parada de R&B como parada de soul.
Discos essenciais
- I Got a Woman Ray Charles · 1954 · faixa
- A Change Is Gonna Come Sam Cooke · 1964 · faixa
- Otis Blue Otis Redding · 1965
- I Never Loved a Man the Way I Love You Aretha Franklin · 1967
Linha do tempo
- 1954Ray Charles transforma gospel em música profana.
- 1957"You Send Me", de Sam Cooke, chega ao topo das paradas.
- 1964"A Change Is Gonna Come" vira hino dos direitos civis.
- 1967Aretha grava "Respect" e ganha o título de rainha do soul.
- 1969A Billboard passa a chamar sua parada negra de soul.
"Respect" era de Otis Redding, que a lançou em 1965. Aretha acrescentou o soletrado "R-E-S-P-E-C-T" e transformou a música num grito feminista.
Artistas-pilar
Ray Charles, Sam Cooke, Aretha Franklin
Família
Raízes: Rhythm & Blues Gospel
Descendentes: Motown Funk Disco Neo Soul
Influenciou: R&B Contemporâneo Rocksteady Lovers Rock Garage House Deep House Liquid Funk