Progressive House
House construída em arcos longos, com camadas e tensão gradual.
Origem
Reino Unido, começo dos anos 1990. Passada a euforia do acid house, produtores e DJs quiseram uma house mais longa, atmosférica e trabalhada, com pitadas de dub, trance e ambient. Leftfield e selos como Guerilla e Deconstruction deram o tom no estúdio; na pista, Sasha e John Digweed viraram estrelas, primeiro no clube Renaissance e depois numa residência no Twilo, em Nova York. Nos anos 2000, a Argentina de Hernán Cattáneo virou outro polo do gênero.
Como soa
Entre 120 e 130 BPM, faixas de sete, oito, dez minutos que crescem aos poucos: um elemento entra, outro sai, um filtro abre, e a tensão sobe sem pressa. Pads, arpejos e baixos profundos, pouca voz. Nos sets, o DJ conta uma história de horas. Atenção: nos anos 2010 o mesmo nome passou a ser usado para o EDM melódico de festival, que é outra coisa.
De onde vem o nome
Pegou emprestada a ideia do rock progressivo: música que se desenvolve em vez de repetir uma fórmula. O rótulo apareceu na imprensa de clubes britânica no começo dos anos 90, sem um autor consensual.
Discos essenciais
- Renaissance: The Mix Collection Sasha e John Digweed · 1994
- Leftism Leftfield · 1995
- Northern Exposure Sasha e John Digweed · 1996
- Xpander Sasha · 1999 · faixa
Linha do tempo
- 1990Not Forgotten, do Leftfield, aponta o caminho.
- 1994Sasha e Digweed lançam a coletânea mixada do Renaissance.
- 1995Leftism, do Leftfield, leva o som para o formato álbum.
- fim dos anos 90A residência no Twilo faz de Sasha e Digweed referência também nos Estados Unidos.
- anos 2000Buenos Aires vira uma das capitais do gênero, com Hernán Cattáneo.
O Renaissance, clube que ajudou a definir o gênero, não ficava em Londres nem em Manchester, mas em Mansfield, cidade pequena no interior da Inglaterra.
Artistas-pilar
Sasha, John Digweed, Hernán Cattáneo
Família
Raízes: Acid House
Influências: Deep House Trance
Descendentes: Melodic House & Techno Progressive Trance