Organic House
House lenta com instrumentos acústicos, percussão étnica e atmosfera de deserto.
Origem
Fim dos anos 2010, com raízes em várias cidades ao mesmo tempo, de Berlim a Nova York. A turma das festas ao ar livre e ao pôr do sol, como o All Day I Dream, de Lee Burridge, e o selo Crosstown Rebels, de Damian Lazarus, foi desacelerando a deep house e trocando sintetizadores por instrumentos acústicos. Bedouin, Sabo, Monolink e Acid Pauli viraram referências, e o circuito de Tulum, no México, e do Burning Man ajudou a criar a estética.
Como soa
Entre 110 e 120 BPM, groove macio e sem pressa. Percussão de mão (darbuka, frame drums, handpan), violões, flautas, alaúde (oud) e escalas que lembram o Oriente Médio e o norte da África. Vozes ocasionais, quase sussurradas. Muito espaço e reverb. É mais lenta e quente que a deep house e mais dançante que o downtempo.
De onde vem o nome
É descritivo: "orgânico" pelos instrumentos acústicos e pela textura natural. O termo se firmou quando lojas digitais como a Beatport criaram a categoria "Organic House / Downtempo".
Discos essenciais
- Space Is Only Noise Nicolas Jaar · 2011
- Message from the Other Side Damian Lazarus & The Ancient Moons · 2015
- Amniotic Monolink · 2018
Linha do tempo
- 2011Nicolas Jaar mostra que eletrônica lenta e acústica cabe na pista com Space Is Only Noise.
- anos 2010Festas ao pôr do sol, como o All Day I Dream, criam o público do som.
- 2015Damian Lazarus & The Ancient Moons lançam Message from the Other Side.
- 2018Monolink lança Amniotic.
- anos 2020O gênero ganha categoria própria nas lojas digitais e vira trilha de Tulum.
Monolink, nome artístico do alemão Steffen Linck, canta e toca guitarra ao vivo, algo raro num gênero dominado por DJs.
Artistas-pilar
Bedouin, Sabo, Monolink
Família
Raízes: Deep House
Influências: Downtempo