Neurofunk
D&B escuro e técnico com baixos mecânicos.
Origem
Londres, final dos anos 1990. O techstep, versão fria e mecânica do drum and bass, já vinha endurecendo o som desde 1996. Ed Rush e Optical, pelo selo Virus, levaram essa ideia adiante com Wormhole, em 1998: baixos tratados como máquinas, mas com um balanço funk por baixo. Nos anos 2000, o holandês Noisia e outros produtores europeus transformaram o estilo em vitrine de técnica de estúdio.
Como soa
Entre 172 e 176 BPM, bateria seca e precisa e baixos sintetizados que rosnam, mudam de timbre a cada compasso e soam quase como robôs falando. Atmosfera escura de ficção científica, pouca melodia e muito design de som. Diferente do jump-up, que é direto e festeiro, o neurofunk é detalhista e feito para impressionar.
Discos essenciais
- The Nine Bad Company · 1998 · faixa
- Wormhole Ed Rush & Optical · 1998
- Universal Project Optical & Matrix · 2001
- Split the Atom Noisia · 2010
Linha do tempo
- 1996O techstep deixa o drum and bass mais frio e industrial.
- 1998Wormhole, de Ed Rush & Optical, vira a pedra fundamental do estilo.
- anos 2000Produtores da Holanda e do Leste Europeu assumem a dianteira.
- 2010Split the Atom, do Noisia, leva o neurofunk a um público muito maior.
- 2020O Noisia anuncia o fim do trio.
Um dos nomes mais influentes do neurofunk não é britânico: o Noisia veio de Groningen, no norte da Holanda, e acabou ditando o padrão de produção do drum and bass inteiro.
Artistas-pilar
Ed Rush & Optical, Noisia, Phace
Família
Raízes: Drum & Bass