Nashville Sound
Country polido com cordas e coros para alcançar o público do pop.
Origem
Nashville, segunda metade dos anos 1950. O rock and roll derrubou as vendas do country, e os produtores da cidade reagiram buscando o público adulto do pop. Chet Atkins, na RCA, e Owen Bradley, na Decca, trocaram rabeca e steel por cordas e coros, usando um time fixo de músicos de estúdio. Patsy Cline e Jim Reeves viraram as vozes dessa virada.
Como soa
Voz suave e bem colocada, mais crooner do que caipira. Por trás, cordas, coros de apoio em "uuu" e o piano de Floyd Cramer, que escorrega de uma nota para a outra. Baixo e bateria discretos, guitarra limpa. O twang do honky-tonk quase desaparece. São baladas lentas e polidas, feitas para tocar tanto na rádio country quanto na pop.
De onde vem o nome
Conta-se que, quando perguntaram a Chet Atkins o que era o Nashville Sound, ele chacoalhou as moedas no bolso e respondeu: "É isso. O som do dinheiro".
Discos essenciais
- Walkin' After Midnight Patsy Cline · 1957 · faixa
- He'll Have to Go Jim Reeves · 1959 · faixa
- Last Date Floyd Cramer · 1960 · faixa
- Crazy Patsy Cline · 1961 · faixa
- Patsy Cline's Greatest Hits Patsy Cline · 1967
Linha do tempo
- 1957Patsy Cline estoura com "Walkin' After Midnight".
- 1960"Last Date" mostra o piano de Floyd Cramer.
- 1961"Crazy" vira o hino do estilo.
- 1963Patsy Cline morre num acidente aéreo, aos 30 anos.
- fim dos anos 60O polimento cresce ainda mais e ganha o nome de countrypolitan.
"Crazy" foi escrita por Willie Nelson, na época um compositor pouco conhecido que ainda nem sonhava em ser o rebelde do outlaw country.
Artistas-pilar
Patsy Cline, Jim Reeves, Chet Atkins