MPB
Canção brasileira sofisticada dos festivais, entre poesia e resistência à ditadura.
Origem
Brasil, meados dos anos 1960. Depois da bossa nova e do golpe de 1964, uma geração de compositores quis canção brasileira com mais raiz e mais recado. Os festivais da TV Excelsior e da TV Record viraram arena: Elis Regina, Chico Buarque, Edu Lobo, Geraldo Vandré e Milton Nascimento surgiram ali. Com o AI-5, em 1968, vieram censura e exílio, e a MPB virou o lugar das metáforas contra a ditadura.
Como soa
Não é um ritmo, é uma família. Cabe samba, baião, toada mineira, bossa e rock. O que une é a canção bem feita: letra com peso de poesia, harmonia sofisticada herdada da bossa e arranjos que vão do violão sozinho à orquestra. A voz e a palavra estão sempre na frente.
De onde vem o nome
Na teoria, "música popular brasileira" é qualquer música popular do Brasil. Na prática, a sigla MPB virou nome de uma linhagem específica: a canção que saiu dos festivais dos anos 60.
Discos essenciais
- Construção Chico Buarque · 1971
- Clube da Esquina Milton Nascimento e Lô Borges · 1972
- A Tábua de Esmeralda Jorge Ben · 1974
- Falso Brilhante Elis Regina · 1976
Linha do tempo
- 1965Elis canta "Arrastão" e vence o festival da TV Excelsior.
- 1966"A Banda" e "Disparada" dividem o primeiro lugar no festival da Record.
- 1968O AI-5 endurece a censura; muitos artistas partem para o exílio.
- 1972Clube da Esquina mostra a força da turma mineira.
- 1979A Lei da Anistia abre caminho para a volta dos exilados.
Em 1974, cansado de ter músicas vetadas, Chico Buarque inventou o compositor Julinho da Adelaide. Algumas canções do "autor novo" passaram pela censura antes de a farsa ser descoberta.
Artistas-pilar
Elis Regina, Chico Buarque, Milton Nascimento
Família
Raízes: Bossa Nova
Influências: Samba Folk Revival