Mambo
Son cubano com arranjos de big band. Febre dos salões nos anos 50.
Origem
Havana, fim dos anos 1930. Na orquestra de danzón de Antonio Arcaño, os irmãos Orestes e Israel "Cachao" López criaram uma seção final sincopada, influenciada pelo son, que chamaram de mambo. Quem transformou isso em febre foi Dámaso Pérez Prado, que se mudou para o México no fim dos anos 40 e montou uma big band explosiva. Em Nova York, Machito, Tito Puente e Tito Rodríguez fizeram do Palladium Ballroom o templo do gênero.
Como soa
Big band com metais agressivos: trompetes estridentes, saxofones em contraponto e riffs repetidos que se sobrepõem. Por baixo, a percussão cubana completa, com congas, timbales e bongô, sempre amarrada à clave. É rápido, feito para dançarinos exibidos. Pérez Prado ainda acrescentou seus grunhidos, que viraram assinatura.
De onde vem o nome
A origem da palavra é discutida. A explicação mais repetida a liga a termos de origem banta presentes nas religiões afro-cubanas, mas não há certeza.
Discos essenciais
- Mambo No. 5 Pérez Prado · 1949 · faixa
- Cherry Pink and Apple Blossom White Pérez Prado · 1955 · faixa
- Kenya Machito and His Afro-Cubans · 1957
- Dance Mania Tito Puente · 1958
Linha do tempo
- 1938Cachao e Orestes López compõem o danzón "Mambo".
- fim dos anos 1940Pérez Prado, no México, cria o mambo de big band.
- anos 1950O Palladium, em Nova York, vira o centro da febre do mambo.
- 1955"Cherry Pink and Apple Blossom White" chega ao topo da parada americana.
- 1958Tito Puente lança Dance Mania.
O famoso grunhido de Pérez Prado no meio das músicas não é só um "uh!": ele está gritando "¡Dilo!" ("diga!"). Em 1999, Lou Bega ressuscitou "Mambo No. 5" num hit mundial.
Artistas-pilar
Pérez Prado, Tito Puente, Machito