Kwaito
House desacelerada das townships sul-africanas pós-apartheid.
Origem
Soweto e outros townships de Joanesburgo, começo dos anos 1990. Com a libertação de Nelson Mandela, em 1990, e o fim do apartheid, uma geração jovem pegou a house que chegava de fora, diminuiu o andamento e cantou por cima em gírias locais. Produtores como Arthur Mafokate, grupos como Boom Shaka e Trompies e, depois, cantores como Mandoza fizeram do kwaito a trilha sonora da nova democracia sul-africana.
Como soa
House desacelerada, geralmente entre 100 e 115 BPM, com bumbo pesado, baixo grave e teclados simples em loop. Por cima, vozes mais faladas ou entoadas do que cantadas, em refrões curtos e repetidos, em zulu, sotho e na gíria dos townships. Tem parentesco com o hip-hop na atitude, mas a base é house. Na pista, dança-se o pantsula.
De onde vem o nome
A explicação mais citada liga a palavra ao africâner "kwaai" (bravo, e também "irado", no sentido de legal) e aos amaKwaito, uma gangue de Sophiatown dos anos 1950. Como quase toda etimologia de gíria, é discutida.
Discos essenciais
- Kaffir Arthur Mafokate · 1995 · faixa
- Shibobo TKZee · 1998 · faixa
- Nkalakatha Mandoza · 2000 · faixa
Linha do tempo
- 1990Nelson Mandela é libertado.
- 1994Primeiras eleições livres. O kwaito vira o som da nova África do Sul.
- 1995Arthur Mafokate transforma um insulto racista em refrão de protesto com Kaffir.
- 1998Shibobo, do TKZee, embala a Copa do Mundo.
- 2000Nkalakatha, de Mandoza, vira um dos maiores sucessos do gênero.
Shibobo tem a participação do atacante Benni McCarthy, da seleção sul-africana. "Shibobo" é gíria de futebol para a caneta, quando a bola passa entre as pernas do adversário.
Artistas-pilar
Boom Shaka, Mandoza, Arthur Mafokate
Família
Raízes: Chicago House
Influências: Old School Hip-Hop
Descendentes: Amapiano
Influenciou: Afro House