Jungle
Breaks picotados em alta velocidade sobre grave de sound system.
Origem
Londres, entre 1992 e 1994. O lado mais pesado do hardcore se separou da euforia das raves e mergulhou na cultura sound system jamaicana da cidade. Rádios piratas como a Kool FM, selos como Reinforced e Moving Shadow e uma geração de produtores negros e brancos de bairros como Hackney e Brixton juntaram breaks frenéticos, grave de dub e vozes de MCs de ragga.
Como soa
Entre 160 e 175 BPM, mas com o grave andando na metade dessa velocidade, como num reggae. Por cima, breakbeats (quase sempre o Amen) cortados e rearranjados em padrões impossíveis de tocar. Samples de dancehall, MCs, sirenes. É o ritmo frenético e o corpo relaxado ao mesmo tempo, e isso o separa do drum and bass mais limpo que veio depois.
De onde vem o nome
A origem é discutida. A versão mais citada liga o termo aos "junglists" de Kingston, ligados à área de Tivoli Gardens, apelidada de "Concrete Jungle", e a samples de MCs que gritavam essa palavra. A conexão exata nunca foi provada.
Discos essenciais
- Valley of the Shadows Origin Unknown · 1993 · faixa
- Incredible M-Beat feat. General Levy · 1994 · faixa
- Original Nuttah Shy FX & UK Apachi · 1994 · faixa
- Timeless Goldie · 1995
Linha do tempo
- 1992Os breaks do hardcore ficam mais rápidos e o grave, mais jamaicano.
- 1994"Incredible" e "Original Nuttah" levam o jungle às paradas.
- 1995Timeless, de Goldie, mostra que o gênero cabe num álbum ambicioso.
- meados dos anos 90Parte da cena adota o nome drum and bass e limpa o som.
O break mais usado do jungle vem de poucos segundos de solo de bateria de Gregory Coleman em "Amen, Brother", lado B de um single dos Winstons de 1969. O baterista nunca recebeu nada por isso.
Artistas-pilar
Goldie, Shy FX, Congo Natty
Família
Raízes: Breakbeat Hardcore
Descendentes: Drum & Bass