IDM
Eletrônica para ouvir em casa: ritmos quebrados, detalhes e experimentação.
Origem
Reino Unido, começo dos anos 1990. Enquanto as raves cresciam, alguns produtores passaram a fazer eletrônica para ouvir em casa, de fone, mais do que para dançar. A coletânea Artificial Intelligence, lançada em 1992 pelo selo Warp, de Sheffield, reuniu nomes como Aphex Twin (sob o pseudônimo The Dice Man), Autechre, The Black Dog e B12. O selo Rephlex, de Aphex Twin, preferia chamar o som de braindance. Depois vieram Squarepusher e Boards of Canada.
Como soa
Ritmos quebrados e imprevisíveis, de batidas lentas a picotes frenéticos. Melodias delicadas, às vezes quase infantis, ao lado de texturas ásperas e sons processados até perder a forma. Muita atenção ao detalhe, à edição e ao timbre. Herdou do techno de Detroit as máquinas e a melancolia, e do ambient, o espaço. O andamento varia demais para caber num número de BPM.
De onde vem o nome
"Intelligent dance music" se popularizou numa lista de discussão por e-mail criada em 1993, inspirada na série Artificial Intelligence da Warp. Os próprios artistas detestam o termo, que dá a entender que o resto da música eletrônica seria burra.
Discos essenciais
- Artificial Intelligence Vários artistas · 1992
- Selected Ambient Works 85-92 Aphex Twin · 1992
- Incunabula Autechre · 1993
- Richard D. James Album Aphex Twin · 1996
- Music Has the Right to Children Boards of Canada · 1998
Linha do tempo
- 1992A Warp lança a coletânea Artificial Intelligence.
- 1993Autechre estreia em álbum com Incunabula, e nasce a lista de e-mail que batiza o gênero.
- 1996Richard D. James Album leva os ritmos picotados ao extremo.
- 1998Music Has the Right to Children, do Boards of Canada, vira culto.
Numa faixa do single Windowlicker (1999), Aphex Twin escondeu o próprio rosto: quem abre o áudio num espectrograma vê a imagem desenhada pelas frequências.
Artistas-pilar
Aphex Twin, Autechre, Boards of Canada