Free Jazz
Abandona acordes e compasso fixos. Improvisação total, catarse e experimentação política.
Origem
Estados Unidos, fim dos anos 1950. O saxofonista texano Ornette Coleman passou por Los Angeles e, em 1959, chegou a Nova York para uma temporada no clube Five Spot que dividiu a crítica. Cecil Taylor seguia caminho parecido no piano. Nos anos 1960, John Coltrane mergulhou nessa liberdade, e Albert Ayler a levou ao extremo. Muita gente ligou o estilo à luta negra por direitos e à afirmação cultural daquela década.
Como soa
Sem progressão de acordes fixa e, muitas vezes, sem compasso regular. Vários músicos improvisam ao mesmo tempo. O sax grita, range e sopra notas fora da afinação de propósito. A bateria deixa de marcar tempo e vira textura. Pode começar com uma melodia simples, quase de marcha ou hino, e explodir em seguida.
De onde vem o nome
Vem do título do disco de Ornette Coleman gravado em 1960, Free Jazz, uma improvisação coletiva com dois quartetos tocando juntos.
Discos essenciais
- The Shape of Jazz to Come Ornette Coleman · 1959
- Free Jazz Ornette Coleman · 1961
- Spiritual Unity Albert Ayler · 1965
- Ascension John Coltrane · 1966
Linha do tempo
- 1959The Shape of Jazz to Come e a temporada no Five Spot.
- 1960Coleman grava Free Jazz com dois quartetos simultâneos.
- 1965Coltrane grava Ascension com um grupo ampliado.
- 1967Coltrane morre; Ayler e Coleman tocam no funeral.
A capa do LP Free Jazz trazia uma reprodução de "White Light", pintura de Jackson Pollock, outro artista que trocou a forma pela improvisação.
Artistas-pilar
Ornette Coleman, John Coltrane, Albert Ayler