Electroclash
Electro dos anos 80 com atitude punk e ironia.
Origem
Virada dos anos 1990 para os 2000, entre Munique, Berlim e Nova York. O selo Gigolo, do DJ Hell, em Munique, lançava a dupla francesa Miss Kittin & The Hacker. Em Berlim, a canadense Peaches fazia electro cru e sem pudor. Em Nova York, o DJ e promoter Larry Tee organizou em 2001 o Electroclash Festival, no Brooklyn, e Fischerspooner virou atração com shows teatrais.
Como soa
Batidas de electro e synth-pop dos anos 80, propositalmente baratas, com TR-808 e sintetizadores simples. Vozes faladas, frias e irônicas, muitas vezes com sotaque. Atitude punk, letras sobre fama, sexo e moda. Mais sujo e debochado que o synth-pop original, mais performático que o techno. Moda e visual eram parte do pacote.
De onde vem o nome
Foi cunhado por Larry Tee, que juntou "electro" com "clash", choque: a colisão entre eletrônica dos anos 80, punk e new wave.
Discos essenciais
- The Teaches of Peaches Peaches · 2000
- First Album Miss Kittin & The Hacker · 2001
- Kittenz and Thee Glitz Felix da Housecat · 2001
- 604 Ladytron · 2001
Linha do tempo
- fim dos anos 90O selo Gigolo, de Munique, lança as primeiras faixas da cena.
- 2000Peaches lança The Teaches of Peaches em Berlim.
- 2001Larry Tee organiza o Electroclash Festival em Nova York.
- 2002Auge do hype, com gravadoras grandes atrás das bandas.
- meados dos anos 2000O rótulo se desgasta, mas o som influencia a dance music indie.
"Fuck the Pain Away", de Peaches, aparece em Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003), de Sofia Coppola, numa cena num clube de strip em Tóquio.
Artistas-pilar
Fischerspooner, Miss Kittin & The Hacker, Peaches