Doo-Wop
Harmonias vocais de esquina, com sílabas sem sentido fazendo papel de instrumento.
Origem
Esquinas de cidades do Norte dos Estados Unidos, como Nova York, Filadélfia, Baltimore e Chicago, anos 1950. Adolescentes negros, e depois também ítalo-americanos, cantavam em grupo nas escadarias, no metrô e nos corredores, onde o eco ajudava. Herdavam as harmonias dos Ink Spots, dos Mills Brothers e dos quartetos gospel. Pequenas gravadoras independentes levavam esses grupos ao estúdio, e muitos tiveram um único sucesso.
Como soa
Vozes em camadas: um tenor agudo, às vezes em falsete, canta a melodia, enquanto barítono e baixo fazem sílabas sem sentido ("doo-wop", "bom-bom") como se fossem instrumentos. A banda é discreta: piano em tercinas, baixo, bateria leve, às vezes sax. Muitas músicas usam a mesma sequência de quatro acordes. Há baladas lentas e números rápidos.
De onde vem o nome
Vem justamente das sílabas cantadas pelo coro. O rótulo só se firmou depois do auge, quando DJs e colecionadores passaram a olhar para trás.
Discos essenciais
- Money Honey The Drifters · 1953 · faixa
- Sh-Boom The Chords · 1954 · faixa
- The Great Pretender The Platters · 1955 · faixa
- Why Do Fools Fall in Love Frankie Lymon & The Teenagers · 1956 · faixa
Linha do tempo
- 1953"Crying in the Chapel", dos Orioles, cruza das paradas de R&B para as de pop.
- 1954"Sh-Boom" estoura, e uma versão de um grupo branco, os Crew-Cuts, vende ainda mais.
- 1955Os Platters chegam ao topo das paradas pop com "The Great Pretender".
- anos 1960A Motown e os girl groups absorvem as harmonias do doo-wop.
Frankie Lymon tinha 13 anos quando gravou "Why Do Fools Fall in Love", um dos maiores sucessos do gênero.
Artistas-pilar
The Platters, The Drifters, Frankie Lymon & The Teenagers