Cumbia
Ritmo afro-indígena da costa caribenha colombiana, espalhado por toda a América Latina.
Origem
Costa caribenha da Colômbia, na região do baixo rio Magdalena. Formou-se ao longo do período colonial, juntando tambores africanos, flautas indígenas (as gaitas) e maracas, e versos de origem espanhola. Era dança de roda, ao ar livre. Nos anos 1940, maestros como Lucho Bermúdez a vestiram de big band e a levaram aos salões. Nos anos 60, gravadoras como a Discos Fuentes a espalharam pela América Latina inteira.
Como soa
Um passo binário, arrastado e hipnótico. Na versão tradicional, tambor alegre, tambor llamador, tambora, gaitas e guacharaca. Nas orquestras entram metais e clarinete; nos grupos sabaneros, o acordeão. Cada país a reinventou: no Peru virou chicha com guitarra surf, no México ganhou teclados, na Argentina virou cumbia villera e, mais tarde, cumbia digital.
De onde vem o nome
A origem da palavra é discutida. Uma hipótese a liga a "cumbé", nome de uma dança de origem africana, mas nada está provado.
Discos essenciais
- La Candela Viva Totó la Momposina · 1993
- Un Fuego de Sangre Pura Los Gaiteros de San Jacinto · 2006
- Ondatrópica Ondatrópica · 2012
Linha do tempo
- período colonialA cumbia se forma nas rodas da costa colombiana.
- anos 1940Lucho Bermúdez leva a cumbia para a big band.
- anos 1960Discos Fuentes e Los Corraleros de Majagual espalham o ritmo pelo continente.
- fim dos anos 1960No Peru, a cumbia encontra a guitarra elétrica e vira chicha.
- anos 2000Em Buenos Aires surge a cumbia digital, eletrônica.
Na dança tradicional, as mulheres dançam segurando velas acesas na mão, enquanto os homens as rodeiam. É por isso que "vela" e "candela" aparecem em tantos títulos de cumbia.
Artistas-pilar
Lucho Bermúdez, Los Corraleros de Majagual, Totó la Momposina