Choro
Polca e modinha tocadas com suingue carioca. Flauta, cavaquinho e violão de sete cordas.
Origem
Rio de Janeiro, a partir dos anos 1870. Músicos de origem modesta, muitos deles funcionários públicos, pegavam as danças de salão europeias da moda (polca, valsa, schottisch) e tocavam com um balanço carioca. O flautista Joaquim Callado reuniu um dos primeiros grupos do gênero. Chiquinha Gonzaga levou o choro ao piano e ao teatro, e Pixinguinha, no século XX, deu a ele arranjo, improviso e status de arte.
Como soa
Uma melodia virtuosa, cheia de notas, na flauta, no bandolim ou no clarinete. O cavaquinho faz o centro rítmico e o violão de sete cordas desenha as "baixarias", linhas graves que conversam com a melodia. O pandeiro amarra tudo. As músicas costumam ter três partes que se alternam, e as rodas de choro são o lugar onde se aprende e se testa quem sabe tocar.
De onde vem o nome
A origem da palavra é discutida. Uma versão diz que vem do jeito chorado, melancólico, de tocar; outra liga o nome a "xolo", baile de escravizados; uma terceira, aos "choromeleiros", antigos músicos de sopro.
Discos essenciais
- Carinhoso Pixinguinha · 1928 · faixa
- Brasileirinho Waldir Azevedo · 1949 · faixa
- Vibrações Jacob do Bandolim e Época de Ouro · 1967
- Memórias Chorando Paulinho da Viola · 1976
Linha do tempo
- anos 1870Joaquim Callado e seus parceiros tocam polcas com sotaque carioca.
- 1877Chiquinha Gonzaga compõe "Atraente".
- 1914"Corta-Jaca", de Chiquinha, é tocado no Palácio do Catete e causa escândalo.
- 1949"Brasileirinho" vira sucesso nacional no cavaquinho de Waldir Azevedo.
- 1967Jacob do Bandolim e o Época de Ouro gravam Vibrações.
O Dia Nacional do Choro é 23 de abril, data do aniversário de Pixinguinha. Em 1914, quando a primeira-dama Nair de Teffé tocou "Corta-Jaca" no palácio presidencial, Rui Barbosa protestou no Senado contra aquela "dança selvagem".
Artistas-pilar
Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga
Família
Descendentes: Samba