Chanson
Canção francesa em que a letra e a interpretação dramática vêm primeiro.
Origem
França, com raízes antigas, mas a chanson moderna se firma em Paris a partir dos anos 1930. Nos cabarés, cantoras como Fréhel e Damia faziam a "chanson réaliste", com histórias de rua, amor e miséria. Édith Piaf foi descoberta cantando na calçada em 1935. Depois da guerra, os cafés da Rive Gauche lançaram Juliette Gréco, Georges Brassens, Jacques Brel, Léo Ferré e Barbara. Serge Gainsbourg veio depois e virou tudo de cabeça para baixo.
Como soa
A letra manda. A melodia está a serviço do texto, e o intérprete atua como num palco de teatro: sussurra, grita, ri, chora. O acompanhamento pode ser só um violão, como em Brassens, ou um acordeão de cabaré, ou uma orquestra crescente, como em Brel. Gainsbourg trouxe ironia, jazz, pop e baixo funk para a tradição.
Discos essenciais
- La Vie en rose Édith Piaf · 1947 · faixa
- Ne me quitte pas Jacques Brel · 1959 · faixa
- Non, je ne regrette rien Édith Piaf · 1960 · faixa
- Histoire de Melody Nelson Serge Gainsbourg · 1971
Linha do tempo
- 1935Louis Leplée descobre Édith Piaf cantando na rua.
- anos 1950Os cabarés da Rive Gauche lançam Brassens, Gréco e Brel.
- 1959Brel grava "Ne me quitte pas".
- 1969"Je t'aime... moi non plus", de Gainsbourg e Jane Birkin, é condenada pelo Vaticano e proibida em vários países.
- 1971Gainsbourg lança Histoire de Melody Nelson.
"Piaf" é gíria parisiense para pardal. Foi Leplée quem a apelidou de "La Môme Piaf", a menina pardal, por causa do tamanho miúdo e da voz enorme.
Artistas-pilar
Édith Piaf, Jacques Brel, Serge Gainsbourg