Afrobeat
Funk, jazz e ritmos iorubás em jams longas e políticas de Lagos.
Origem
Lagos, Nigéria, virada dos anos 1960 para os 70. Fela Kuti estudou música em Londres e tocava uma mistura de highlife e jazz. Em 1969, numa temporada nos Estados Unidos, ouviu de perto o funk de James Brown e entrou em contato com as ideias do movimento negro americano. De volta a Lagos, formou o Africa 70, com o baterista Tony Allen, e transformou seu clube, o Shrine, em palco e tribuna contra os governos militares.
Como soa
Faixas longas, de 10 a 20 minutos, com introduções instrumentais enormes antes da voz. A bateria de Tony Allen cruza vários ritmos ao mesmo tempo. Duas guitarras repetem padrões curtos que se encaixam, o baixo hipnotiza, o naipe de metais solta riffs. Fela canta em inglês pidgin, com coro feminino respondendo. Do funk tem o groove; da África Ocidental, a polirritmia.
De onde vem o nome
Foi o próprio Fela quem adotou o nome, para marcar a diferença em relação ao soul americano que dominava as rádios nigerianas.
Discos essenciais
- Gentleman Fela Kuti · 1973
- Expensive Shit Fela Kuti · 1975
- Zombie Fela Kuti · 1976
- Love and Death Ebo Taylor · 2010
Linha do tempo
- 1969Fela passa meses nos EUA e volta transformado.
- 1970Nasce o Africa 70.
- 1977Depois de Zombie, que ridiculariza os soldados, militares invadem a comunidade de Fela em Lagos.
- 1997Fela morre em Lagos.
- 2009O musical Fela! estreia na Broadway.
Fela costumava dizer que sem Tony Allen não existiria afrobeat. O baterista ajudou a inventar o estilo e seguiu tocando por décadas.
Artistas-pilar
Fela Kuti, Tony Allen, Ebo Taylor